24/08/2012

Indecisão




A história da minha vida provavelmente quem ler não acreditará, já que eu mesmo desacreditei por um tempo.
Há um ano descobri que sou descendente de um personagem de contos de fadas. Uma dica, minha cor favorita é vermelho. Exato, minha ancestral é a chapeuzinho vermelho. No começo me recusei a crer nisso, pois era uma bobagem, já que não passava de um conto criado para assustar as crianças e fazê-las obedecer a suas mães. A verdadeira história, descobri depois. Na verdade chapeuzinho não era uma criança e sim uma garota de dezesseis anos - a idade que tenho hoje- e era caçadora de lobisomens. Caçá-los era seu trabalho, sua maldição e, infelizmente, passa através das gerações. Hoje sigo seus passos caçando lobos pelo mundo.
A capa vermelha não era apenas um detalhe ou por vaidade, ela atraía os lobos, deixava-os em uma espécie de frenesi.
Nas noites de lua, saio de casa escondida para caçar. Já andei por todos os lugares deste planeta, principalmente florestas e desertos. Encontrei todos os tipos de lobos: educados; malvados; misteriosos; solitários; sexys- que seduzem suas vítimas para que elas não corram-; os que vivem como animais, totalmente entregues a seus instintos; os bons, que se arrependem do que fizeram e são totalmente inofensivos aos humanos e os que negam sua maldição. Alguns deles não matei, apenas os vigio de perto. Não gosto de matar, então só chego a esse ponto com os realmente malvados sanguinários.
Nunca estive em uma situação como a de agora. Ele é diferente de todos que eu conheci. É realmente assassino, gosta de ver o sangue correndo de suas vítimas. Mas, ao mesmo tempo, tem um lado humano surpreendente. Carinhoso, inofensivo. Seus olhos ternos, seu sorriso inocente e cativante. É como se, em sua forma humana, ele fosse outro ser que não tem nenhuma consciência e nenhum controle sobre o animal que vive em seu interior.
Preciso caçá-lo, é meu dever. Ele é mau e não posso deixá-lo tirar mais vidas inocentes. Mas não tenho coragem, não consigo nem imaginar atingi-lo de alguma forma. Sinto como se isso fosse machucar a mim. Simplesmente não posso fazer isso por que estou apaixonada. Esse lobo é o amor da minha vida.




De repente, Amor





Estava fazendo as malas, mais uma vez. Deveria ser décima vez que estava fazendo a mesma coisa, só para matar tempo, não estava com vontade de sair do quarto e brigar mais uma vez com minha mãe, não era justo eu ter que ir nessa maldita viajem por causa dos meus irmãos, eles nem queriam que eu fosse, não sei porque a mamãe encasquetou que eu teria que ir junto.
“Vocês três estão muito distantes um do outro, essa viajem vai aproximar vocês, vai ser melhor para todos, e eu ainda terei tempo de fazer a mudança para a casa nova.” Minha relação com os gêmeos nunca foi a das melhores, mas também nunca foi horrível. Eu era o mais novo, recém estava começando o ensino médio, enquanto eles já estavam terminando, me tratavam com indiferença, e as vezes com ciúmes, por acharem que era o queridinho da mamãe, mal eles sabiam  que estavam enganados.  Desde a morte do papai ela só sabe falar nos gêmeos, se fala mal deles coitado de quem falou.
Querendo ou não querendo teria que ir na viajem,  não que o fato agradasse a Lucas e Camilla, ou a mim. Mas quem sabe a mamãe tenha razão, pode ser que melhore nosso relacionamento, ou pode ser que piore.
No momento em que estávamos nos despedindo da mamãe, eu a olhei e disse “Se o nosso relacionamento piorar, a culpa vai ser sua”. Me senti culpado por dizer isso a ela, mas era verdade, ela conhece aos três filhos tão bem quanto qualquer outro.
Já estava perto do horário do almoço, então o ônibus parou em um restaurante qualquer de beira de estrada, Lucas e Camilla foram com seus namorados para uma mesa e me deixaram sozinho, escolhi alguma coisa aleatória para comer e sentei em uma mesa no canto do restaurante. Não percebi quanto tempo havia passado, quando uma menina veio me chamar para voltarmos para o ônibus, nem sabia que ela estava para esse tal acampamento também, bom, para falar a verdade a única coisa que havia percebido era que estava acabando a bateria do meu celular e não teria mais musica para escutar.
Ao voltarmos para o ônibus, essa menina sentou do meu lado, no inicio a ignorei, não queria conversar com ninguém com medo de soar grosso, ou infantil de mais, quando me perguntassem  qual o motivo de ter escolhido esse acampamento e eu respondesse “Estou indo contra a minha vontade, porquê a minha mãe acha que pode me aproximar dos meus irmãos.”
Quando estava ficando chato não ter nada para fazer , virei para a menina, e percebi que ela era linda, tinha lindos olhos azuis esverdeados, cabelos compridos e loiros, e rosto em forma de coração, e um sorriso perfeito, fiquei sem folego ao olha-la, mas logo me recompus, e perguntei sei nome, no inicio ela não respondeu, estranhando o fato de ter ido falar com ela depois de quase três horas sentados juntos,  seu nome combinava perfeitamente com sua aparência. Isabele, ou Isa, como disse que gostava de ser chamada.
Não respondi imediatamente quando Isa me perguntou do porquê de estar indo para o acampamento, não sabia se falava a verdade, ou se dizia que o tal acampamento me interessava, então olhei em seus olhos, e decidi falar a verdade. Me  irritei quando ela começou a rir, já estava ficando vermelho de raiva, quando ela  diz que estava indo pelo mesmo motivo, mas em vez de ser dois irmãos era um só.
Conversamos animadamente até chegarmos ao acampamento, e sermos arrastados por nossos irmãos para lados diferentes, mas com a  promessa de nos encontrarmos pelo acampamento para nos conhecermos mais, acho que seria bom, não passaria tanto tempo com os chatos dos gêmeos.
No momento em que entrei em nossa cabana, Lucas começou a falar que eu estava namorando, me irritando, oras, não podia conversar com uma menina que estava namorando? Xinguei, e mesmo sendo mais novo que ele, ainda colocava medo neles, pelo fato, de ser maior que ele, pois o tempo em que ele estava namorando, eu estava na academia, para ficar o maior tempo  possível longe deles.  Depois que me acomodei na cama mais distante possível dos dois, sai para conhecer o acampamento, estava alheio a tudo, olhando sem realmente enxergar, quando ouço alguém me chamando:
“Oi, Léo, Léo, LEONAAARDO!”  No momento em que vi quem estava me chamando, dei um pulo, eu estava deitado na grama, perto das árvores, estava escuro, senti uma vontade enorme de abraçar a Isabele, não sei por qual motivo, mas simplesmente levantei, e a abracei. Ela não me abraçou de imediato, mas depois de alguns segundos abraçou-me de volta. Me senti meio constrangido por praticamente ter a atacado. Nem eu entendia de porquê a ter abraçado, podia ser a gratidão por me acordar, pois estava ficando muito frio, ou por outro motivo que não sabia qual era.
Em menos de um mês de acampamento eu estava mais do que apaixonado por Isa, e a mamãe estava certa, esse acampamento me aproximaria dos meus irmãos, desde que eles  virão Isa e eu abraçados vendo o anoitecer, perceberam que eu não era mais uma criancinha, e que estava na hora de me respeitarem, Camilla me dava conselhos  de como pedis Isabele em namoro, enquanto Lucas tentava dizer como era ser um homem de verdade para uma mulher. Era um tanto cômico, eu nunca na vida tinha pensado que os dois estariam me ajudando nesse assunto.
Quem diria, que eu estar apaixonado pela garota mais linda, e simpática que conheci me aproximaria dos meus irmãos mais velhos. Mamãe iria ficar furiosa por eu ter arrumado uma namorada em um acampamento de verão, mas não poderia fugir do sentimento que floresceu no meu coração, e tenho certeza que Isabele conquistaria a sua sogra em um piscar de olhos.
Estava calor, muito calor, tinha convidado Isabele para caminhar na beira do lago que tinha no acampamento, e fazer um piquenique, mergulhei na imensidão de seus olhos, quando me recuperei, um pouco sem graça, pois ela havia percebido o modo meio bobo que a olhava, peguei em sua mão, e disse o seguinte: “ Eu quero ser  o seu melhor amigo, ser o seu anjo da guarda, serei total e exclusivamente seu, quero  desvendar os seus segredos, e ficar com você para sempre, pode parecer  cedo, mas o modo como me sinto não tem como esconder, estou completa e totalmente apaixonado por você,  demorei a perceber isso, mas o sentimento é tão forte e intenso, que não pude demorar muito a perceber. Você aceita namorar comigo Isa?”
Falei tudo olhando para nossas mãos entrelaçadas, pois sabia que se olhasse em seus olhos, me perderia em seu olhar e não falaria nada, no momento em que olhei para seu rosto, Isabele estava chorando, mas não parecia triste, e sim feliz, a única coisa que falou foi: “Eu te amo tanto Léo, e sim, eu aceito namorar com você.” E me abraçou, não queria solta-la nunca mais, meu mundo estava completo.
Já não nos separávamos, desde aquele dia estávamos mais felizes do que nunca, os chatos dos nossos irmãos não cansavam de mexer com a gente,  toda vez que lembro o que o irmão mais velho de Isabele,  fez ao descobrir nosso namoro caio na gargalhada, ele simplesmente desmaiou, e depois que acordou, a muito custo por sinal, me fez jurar que jamais  faria sua “bebê” chorar.
O pior dia do acampamento foi o dia de partir, está certo que iriamos juntos até Seattle, mas ainda assim, foi difícil. No momento em que descemos do ônibus, a olhei e jurei que faria de tudo para ir na sua casa, o mais rápido possível, e afirmei que o tempo longe seria uma tortura, no momento em que a mamãe nos viu abraçados, já me olhou com cara feia, e veio tirar satisfações, mas como imaginava, Isa a conquistou  com poucas palavras, e ela já estava literalmente dando pulinhos no meio da rodoviária.
Mamãe fez um mistério enorme sobre onde era a casa nova, dizia que iriamos adorar, pois cada um teria o seu quarto, o que na antiga casa não tínhamos, pois eu e Lucas dividíamos o mesmo quarto, no momento em que ela disse isso, foi eu quem quase dei pulos de alegria. A casa era linda, tinha dois andares e um jardim enorme na parte da frente da casa, e aparentemente, tinha um pátio enorme atrás da casa. Assim que desci do carro, e olhei para os lados, vi Isabele tirando suas malas do carro, sua casa era na frente da minha, não podia acreditar, no momento em que me viu, veio correndo me abraçar, não estávamos acreditando, só poderia ser um sonho, depois de um verão incrível juntos em um acampamento, acabamos descobrindo que moraríamos um na frente do outro.
Não bastava morar perto de Isa, ainda estudaria no mesmo colégio que ela, o mundo não poderia estar melhor, estávamos tão felizes, que não vimos o tempo passar. Já estávamos terminando o ensino médio, não dava para acreditar, quatro anos juntos, e ainda continuávamos loucamente apaixonados. Sabia o que queria para o resto da minha vida, e era fazer a minha faculdade de Direito, e viver com Isabele pelo resto da minha vida.
No dia em que faríamos cinco anos de namoro, a pedi em casamento, que aceitou sem nem pensar, nossos pais ficaram meio receosos com nossa decisão, mas logo viram que  estávamos tão felizes e  convictos da nossa decisão, que não mudaríamos de ideia fácil. Começamos a procurar um apartamento para morarmos, ao mesmo tempo em que nossas mães e ela preparavam a cerimonia.
Estava tão nervoso, Isabele já estava quinze minutos atrasada, minha mãe disse que era normal a noiva se atrasar, disse que meu pai estava a ponto de ir busca-la em casa, quando ela chegou na igreja, e que não era para me preocupar, que a Isa iria chegar a qualquer momento, mesmo assim não descansei até que a marcha nupcial começou a tocar e todas as pessoas se levantaram para ver a mulher da minha vida entrando na igreja.
Estava tão linda, o cabelo preso em um coque desajeitado, com uma coroa na cabeça, o vestido* era simples, mas lindo, completamente de seda, liso, manga comprida, porém nas costas era com um tecido transparente, com algumas flores de renda. Não conseguia acreditar como poderia ter ficado ainda mais linda do que já era.
Não poderia estar mais feliz, em cinco anos de namoro, e três de casados, tivemos nossa primeira, a pequena Isabella. Era tão linda quanto a mãe, tinhas os cabelos cor de bronze, na mesma tonalidade dos meus, mas os olhos eram tão azuis quanto os de Isabele.
Minha vida estava completa, amava a minha mulher e filha mais que qualquer outra coisa no mundo.  Se melhor estraga, não havia brigas ou qualquer coisa do tipo em nosso relacionamento. Meus irmãos não paravam de babar na pequena Bellinha, mas não tinha o que fazer, ela era linda mesmo, pobre criança, como seria mimada, tanto pelos pais, quanto pelos avós e tios.
No dia do meu aniversário de 30 anos, Isabele me dá o melhor presente de todos, quando estávamos no sofá da sala assistindo um filme infantil que Bella, que estava com 9 anos, escolheu, me olha e diz as seguintes palavras: “ Amor, estou grávida.”

05/08/2012

Never Think





Não amor, nunca mais pense em mim. Esqueça tudo que vivemos. Siga em frente e seja feliz.
Espero que nunca pense nas noites que ficamos acordados conversando, nas nossas tardes juntos, nossos momentos felizes. Esqueça-se das dificuldades que enfrentamos e a felicidade de conseguir vencer tudo, do gosto bom de nossos beijos, dos dias em que enxugou minhas lágrimas e dos dias em que demos muitas risadas.
Não se lembre mais dos planos e sonhos que tínhamos, das nossas juras. Apague de sua memória os dias em que te esperei ansiosamente, o dia em que nos conhecemos, a sensação de estar flutuando quando nos abraçávamos. Não pense em nossos corações acelerados quando nos víamos.
Procure esquecer de todas as vezes que juramos amor eterno, pois isso não existe na vida real. Somos prova de que o para sempre tem fim. Tudo que vivemos e estávamos sempre prontos. Passamos por cima de todos os problemas com um sorriso no rosto e no fim sempre dizíamos um ao outro “eu te amo e sempre te amarei".
Hoje esse amor não existe mais, todos os sentimentos acabaram. Minha alma hoje é um vazio, eu morri por dentro, você matou tudo que havia em mim. Agora estou eu aqui, tentando continuar a viver, dando sorrisos falsos, dizendo a todo mundo que está tudo bem, enquanto na verdade queria abrir o peito e arrancar essa tristeza.
Espero que esteja feliz e que nunca pense em mim. Não quero notícias nem cumprimentos sem jeito se um dia voltarmos a nos encontrar. Não quero que me diga nada. Apenas, se um dia você puder, devolva meu coração, pois esse vazio no peito dói de mais. Espero conseguir esquecer de você um dia.
Não posso dizer com amor, pois isso não me é mais possível. Então, sem nenhum sentimento no peito, Melissa.

Engano





Naquele momento, olhei para ele e vi todas as lembranças nos seus olhos. Todos os momentos felizes, as brigas, as quais sempre terminavam com um pote de brigadeiro e um filme na sala da minha casa. O dia em que me pediu em namoro, havíamos feito uma excursão com a escola para visitar o Jardim Botânico. Eduardo me levou no chafariz que tem no meio do Jardim, se declarou e me pediu em namoro.
Estava nas nuvens. Eu amava esse garoto desde a 5ª serie e agora, quando estávamos para terminar o ensino fundamental, ele se declara. Não consegui responder na hora. Estava embasbacada, feliz, não parecia real! Com tantas meninas no mundo, ele escolheu a mim. Quando vi que ele estava ficando cabisbaixo, achando que eu não aceitaria, pulei em seu pescoço e disse “sim” umas quinhentas vezes.
Agora estávamos terminando o ensino médio. Queríamos carreiras bem diferentes. Eu queria medicina e ele mecânica. Passamos no vestibular e  não sabia como faríamos para continuar nos vendo, pois as cidades eram distantes.
Faríamos quatro anos de namoro em uma semana, quando Eduardo chega em minha casa e pede para irmos caminhar em um parque, ali perto. No começo não entendi nada do que ele falava, pedi então que parasse de enrolar e me falasse o que queria, pois em todo o tempo em que estivemos juntos, fomos sinceros um com o outro. Fiquei desnorteada com o que Eduardo falou.
Terminar? Por que ele se apaixonou por uma colega da faculdade e não teria mais sentido ficarmos juntos, se ele não me amava mais. Entrei em desespero! Não sabia como agir, o que falar, ou se era verdade o que ele me dizia. Poderia ser um sonho, não poderia? Um sonho terrível, mas um sonho! Infelizmente não era, era real, e doía de mais saber que a pessoa que eu amava mais que qualquer outra, não me amava também.
“Sempre te amarei, não do mesmo jeito que você me ama, amarei como amigo, como ex-namorado. Não quero que fique triste ou brava comigo, mas não crie esperanças de que podemos voltar.” Essa frase terminou de despedaçar meu coração. Eduardo se ofereceu para voltar comigo para casa, mas recusei, precisava arejar a cabeça, digerir a informação de que não poderíamos mais ter a mesma relação que tínhamos, pois mesmo que continuássemos nos falando, não iria ser a mesma coisa.
Quando cheguei em casa, meus pais estavam preocupados, pois já fazia 3 horas que havíamos saído. No momento em que viram meu rosto encharcado de lágrimas, perguntaram o que havia acontecido. Apenas respondi que não queria falar sobre o assunto, subi e me tranquei no quarto.
Depois daquele dia, nunca mais falei com Eduardo, embora ele tenha ligado, mandado mensagem, recado nas redes sociais, pedido a meus pais para subir e falar comigo. Nada adiantou, estava em depressão, tranquei a faculdade. Mas como tudo um dia passa, seis meses depois estava bem, mas não pronta para outro relacionamento. Voltei para a faculdade.
Terminei o curso e estava trabalhando no hospital, quando  me chamam para uma emergência. Houve um acidente  feio, uma BMW M3  bateu de frente com uma Twister. O homem da moto, ficou gravemente ferido, bateu a cabeça forte quando caiu no chão. O dono da BMW não havia sofrido mais do que alguns arranhões. Quando vejo quem era o homem da moto, fico parada em meu lugar, sem reação por 5 segundos antes de entrar no modo profissional, que não se deixa levar pelos sentimentos.
No momento em que Eduardo viu meu rosto ele sussurrou “ Alice” e desmaiou. Mesmo tentando não me deixar levar pelas emoções, no momento em que ouvi meu nome sair de sua boca entrei em desespero, mas mesmo assim, agi como deveria. Fiz tudo o que poderia para salva-lo. Depois da cirurgia, fiquei no quarto dele, esperando-o acordar.
Quando abriu os olhos e me viu ali parada o olhando, iria falar algo. Coloquei dois dedos em sua boca o impedindo de falar. Não por que não queria ouvi-lo, mas por que ele não poderia se cansar. Ainda havia muito risco de ele morrer e por mais que não estivéssemos mais juntos, ainda o amava e desejava que tivesse a vida que queria, ao lado de quem amava.
Seus batimentos começaram a cair, e a ultima coisa que disse foi “ Eu te amo Alice, sempre amei, só não tinha percebido isso antes”.